Primeiro grande lançamento exclusivo para PlayStation 4 de 2015,"The Order: 1886" poderia chamar a atenção do público pelos gráficos excelentes que recriam uma Londres vitoriana cheia de detalhes, pelo bom enredo ou pelas divertidas sequências de ação. Poderia, se não fosse um game curto demais em uma época em que se espera cada vez mais do entretenimento.
"The Order" não é o primeiro caso de grande produção com poucas horas de duração (entre 6 e 10 horas, dependendo da dificuldade escolhida e da habilidade do jogador). Os medalhões "Call of Duty" tem duração similar desde o sucesso de "Modern Warfare" em 2007. Num exemplo extremo, o jogo de espionagem "Metal Gear Solid: Ground Zeroes" pode ser terminado em 15 minutos por um jogador experiente.
A diferença é que nesses jogos, a "campanha", como costuma ser chamada a história principal, é apenas a porta de entrada. Nos "Call of Duty" o jogo mesmo está nas modalidades multiplayer, que podem divertir os usuários por meses ou anos. Em "Ground Zeroes", a experiência girava em torno de repetir a aventura cumprindo objetivos paralelos, passando por tudo cada vez mais rápido. "Destiny" oferece uma campanha rasa, mas com elementos de repetição e recompensa em partidas cooperativas feitas para manter você voltando e voltando.
Já em "The Order: 1886", a campanha solo é tudo o que o jogo tem a oferecer. Isso hoje pode não ser o bastante, ainda mais para um jogo que custa R$ 180.
Isso faz dele um jogo ruim? Não necessariamente. "The Order" é um excelente jogo e 20 anos atrás, seria o que chamaríamos de "um aluguel perfeito" - mas já se foi o tempo das locadoras de games e é difícil recomendar um jogo que terá uma vida útil tão curta.
O jogo é bom. Mas a decisão de compra depende da sua percepção de valor: compensa gastar R$ 180 em um jogo que vai durar menos de 10 horas?
Fonte:http://jogos.uol.com.br/
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